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segunda-feira, 14 de março de 2011

Control - A vida de Ian Curtis

Control relata a história de Ian Curtis desde os seus tempos de estudante ao seu trágico suicídio em 1980. O filme destaca o lado humano do vocalista, a relação com sua mulher, Deborah Curtis e com a sua amante, Annik Honoré. Apresenta-nos a luta travada por Ian Curtis contra a epilepsia num crescendo de intensidade, a par do contínuo sucesso da banda, Joy Division.

A película é baseada no livro “Touching from a Distance” de Deborah Curtis, um retrato biográfico da vida de Ian Curtis desde o período da sua adolescência até à sua trágica morte após os três curtos anos de duração dos Joy Division. Ian Curtis uma figura singular que, após lhe ser diagnosticado a doença de epilepsia, se torna cada vez mais alienado ao exterior entrando numa depressão directamente relacionada com algumas das suas más decisões - o facto de ter casado cedo, ter tido uma amante... Tudo isto associado a uma crescente exigência que a banda lhe impunha, leva a um profundo agravamento da sua doença e depressão, resultando no trágico suícidio a 18 de Maio de 198

Control foi apresentado pela 1ª vez no Festival de Cannes de 2007 e, nos British Independent Awards, é galardoado com 5 prémios, entre os quais, o melhor realizador (Anton Corbijin), melhor realizador estreante (Anton Corbijin) e actor estreante mais promissor (Sam Riley).

É um filme intenso, dramático que capta bem a essência da época e da personalidade perturbada e depressiva de Ian Curtis. Sam Riley que também é cantor estreia-se no mundo cinematográfico com uma interpretação excelente do vocalista Ian Curtis, quer ao nível da personalidade quer da sua presença em palco. Embora a performance de Sam Riley tenha sido deveras excelente, nas vocalizações falta-lhe o timbre cavernoso e a colocação da voz que Ian Curtis singularmente possuía.

Um filme a ver, rever, ouvir e sentir...


segunda-feira, 7 de março de 2011

Milan Kundera «A Insustentável Leveza do Ser»

 
Bem mais conhecido pela versão filme de Philip Kaufman e do desempenho de Juliette Binoche, A Insustentável Leveza do Ser é, primeiramente, um livro publicado em 1984 por Milan Kundera, nascido em 1929 na República Checa. Este romance retrata, por um lado, uma República Checa – na altura a Boémia – invadida pelo comunismo feroz stalinista de 1968, e por outro lado, uma questão filosófica sobre a relação leveza/peso e o ser humano.(...) O comunismo que Milan Kundera observa nesta obra, é aquele típico: o fascismo de esquerda (muda-se da direita para a esquerda, sem alterações).(...) A dicotomia peso/leveza constitui a parte filosófica do livro. A leveza, para Kundera, dá-se na ausência de compromisso com alguém ou com alguma coisa e está relacionada com o existencialismo. O peso é precisamente o oposto à leveza.

Leia a crítica completa aqui.

quarta-feira, 2 de março de 2011

J.M. Coetzee «Slow Man»

Durante um passeio de bicicleta, um homem é atingido com gravidade por um automóvel e, em consequência dessa acção, esse homem vê uma das suas pernas ser-lhe amputada. (...)Paul passa o tempo a queixar-se da realidade da sua nova vida, a tentar lidar à tragédia que lhe sucedeu e que tanto o impossibilita de fazer as tarefas do dia-a-dia. Até ao dia em que conhece a enfermeira Marijana Jokić, uma imigrante croata, mãe de três filhos, que devolve a Paul a alegria de viver quando este cria uma fantasia amorosa em relação a Marijana.

Slow Manem português O Homem Lento – foi o primeiro romance a ser publicado por J.M. Coetzee depois de ter ganho, em 2003, o Prémio Nobel da literatura. Este romance explora a solidão de uma forma grotesca e triste, sem excluir totalmente tempo e espaço para a felicidade em tons agradavelmente inesperados, tal como o autor sul-africano/australiano nos tem habituado.
Leia a crítica completa aqui.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Livro: "Os Animais têm Direitos?"


Título: "Os Animais têm Direitos?"

Um livro que debate a questão dos direitos dos animais e o lugar que estes ocupam num mundo dominados pelos seres humanos. Pedro Galvão apresenta uma série de textos seleccionados que debatem o tema abrem caminho a uma nova perceptiva sobre este assunto tão actual e polémico.

SINOPSE:

Será que alguns animais têm direitos morais? No pensamento ocidental, de Aristóteles a Kant, prevaleceu uma resposta negativa a esta questão. Alguns filósofos permanecem fiéis à perspectiva tradicional, mas têm agora de resistir aos argumentos dos que pensam que a discriminação baseada na espécie é um preconceito indefensável e nocivo. Nas últimas décadas o tema do estatuto moral dos animais passou a ocupar um lugar central na ética aplicada. Lendo os textos reunidos neste volume, não será difícil perceber porquê. O livro inclui ensaios de Peter Singer e Tom Regan, que lideraram a defesa filosófica dos direitos dos animais, bem como de alguns dos seus críticos mais contundentes. O uso dos animais na ciência e o modo como os criamos para nos alimentarmos, a relevância ética do darwinismo, o conflito entre os interesses dos animais e a protecção do ambiente são alguns dos temas aqui discutidos.

FICHA TÉCNICA:

Título: Os Animais têm Direitos?
Autor: Pedro Galvão
Editor: Dinalivro
Pp.: 240
ISBN: 9789725765715
Data de Edição: 2010

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Paul Auster «The Brooklyn Follies»

(...) Nathan Glass é um homem solitário, de cinquenta e nove anos, divorciado e que passou a vida inteira trabalhar no ramos dos seguros, uma das actividades mais lucrativas que existem nos Estados Unidos. Nathan regressa agora às suas origens em Brooklyn, doente com um cancro nos pulmões e com o objectivo de encontrar um fim tranquilo para a sua triste e miserável vida. Contudo, Nathan não tenciona suicidar-se e vai escrevendo muitas das loucuras e acontecimentos da sua vida no seu The Book of Human Follies. (...) Um livro com bastantes referências à liberdade social e intelectual norte-americana, cuja escrita é rápida e que dá uma vontade enorme de ler, ler e não mais parar até que a última página chegue.

Leia a crítica na íntegra aqui.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Um Refúgio Para a Vida

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

António Lobo Antunes «Conhecimento do Inferno»



"António Lobo Antunes embarca numa viagem solitária de automóvel desde o Algarve até Lisboa, no espaço de um dia, recordando através de bastantes analepses os momentos duros que passou na Guerra Colonial de Angola como tenente médico do exército português e todas as atrocidades típicas de uma guerra sangrenta a que assistiu, desde amputações, partos e outros vários tipos de cirurgias que lhe deixaram claras marcas até hoje. A forma como a psiquiatria em Portugal e particularmente no Hospital Miguel Bombarda funcionava na época em que regressa de África, onde iniciou a carreira de psiquiatra, é o segundo ponto de foco da obra".

Leia a crítica completa aqui

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Este livro daria um filme: Melancia

Um livro que eu li, adorei e com certeza adoraria ver nos cinemas é:
Melancia de Marian Keyes

Conta a estoria de uma mulher que ficou gravida, redonda, teve o bebe e o marido deu um ponta pé nela...a deixou...
Tudo isso de uma forma gostosa e bem humorada de ler....

J^^h Dagort

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010








Apresentação de Sôbolos Rios Que Vão:
4 de Dezembro: Fnac do NorteShopping - Matosinhos - 21H00
5 de Dezembro: Fundação Cupertino de Miranda - Porto - 16H00

É já amanhã... se puder, apareça!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

António Lobo Antunes «Sôbolos Rios Que Vão»


Sôbolos Rios Que Vão é um poema de Luís Vaz de Camões e o último romance de António Lobo Antunes. Se na anterior obra, intitulada Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar?, António Lobo Antunes tentou criar uma obra “perfeita” (nas palavras do autor) ou “O livro”, este novo romance não entra por esse caminho e oferece ao leitor uma viagem autobiográfica – ao contrário de mais um livro de crónicas que o autor tinha prometido nos finais de 2009, se não me falha a memória.

A temática gira à volta da grave doença que atingiu o autor entre o final de Março e o início de Abril de 2007 e de tudo aquilo que ele sentiu, chorou, sonhou e reviveu enquanto esteve hospitalizado. Sem margem para grandes dúvidas, este mergulho no rio que lá foi é a obra mais intimista, íntima e humilde escrita até à data; nos anteriores romances, o recurso a aspectos pessoais e sociais que Lobo Antunes experienciou era bem patente: o amor pelo avô, a casa em Nelas, as tias salazaristas, o pai que o obrigou a ir estudar Medicina, a adolescência vivida em Benfica, Lisboa, o horror da guerra colonial onde ele foi forçosamente enviado como médico, a riqueza da sua família, o anti-fascismo e outros temas abordados são transportados para um patamar mais intimista – como referido atrás – numa espécie de confissão do silêncio, da humilhação, da saudade e do valor dado à vida. Lobo Antunes está consigo da primeira à última página: desabafa a doença nos intestinos (os “ouriços”, como ele se refere à doença) na primeira e na terceira pessoa, insistentes diálogos directos, mistura de narrativas e personagens – a que ele já nos habituou –, sentimento de náusea e tristeza contrastados com os húmidos olhos que “Antoninho” e “Antunes” choram no seu ombro.

Os livros de António Lobo Antunes não são destinados a todos os leitores – ou pelo menos, nem todos vão gostar ou compreendê-los – e este em especial deve ser lido apenas por aqueles que já conhecem as suas obras e que sabem um pouco da sua vida. Abro-me aqui perante você, estimado leitor, e partilho consigo a felicidade e a desolação do meu encontro, há uns anos, com um lobo solitário e da forma como vê-lo com a audição parcialmente diminuída e o cansaço evidente nos seus movimentos e olhos me deixou com um amargo sorriso. Mas isso não interessa para nada: leia este diário.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um nome que ficará "gravado" para sempre...

O novo livro "Mulheres que Amaram Demais", que acaba de chegar às livrarias, apresenta as histórias de nove mulheres extraordinárias que marcaram - e amaram - o mundo no século XX. Entre elas, a autora Helena Sacadura Cabral escolhe, como figura primordial do século XX na area do cinema, Marlene Dietrich.
Para além de todas as outras extraordinárias figuras femininas do século passado que a autora escolhe homenagear, eu, gostaria de completar esta, destacando Peter Murphy (e a sua obra prima, o álbum Deep), naquele que considero ter sido o maior hino de "amor" feito e prestado por um músico a esta enigmática figura que foi Marlene Dietrich, a uma musa inspiradora!

Desculpem-me a falta de modéstia, mas já tive o prazer de ver este SR. duas vezes -uma com os Bauhaus e outra a solo-; e esta é e será sempre, de toda a sua magnifica e infindável lista de êxitos, a minha música favorita!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Haruki Murakami «Norwegian Wood»

Dois anos mais tarde, reencontrei novamente Haruki Murakami. Sputnik, Meu Amor foi o meu primeiro contacto com o popular escritor japonês: uma obra que achei razoável, mas que não me tinha fascinado ao ponto de a colocar – nem ao autor – num patamar elevado, talvez porque na altura estava a ler obras de outros autores que aprecio mais, ou porque simplesmente o livro não era aquele que eu deveria ter escolhido para me iniciar no mundo de Murakami. Não sei ao certo a resposta, mas Norwegian Wood teve um impacto em mim que não esperava.
O romance tem lugar nos anos 60 e retrata a vida de Toru Watanabe, um jovem que acaba de se mudar para uma Universidade privada em Tóquio. Mas as primeiras páginas do livro não se passam no Japão nem nos anos 60; passam-se na Alemanha dos anos 80 onde a nossa personagem principal recorda com carinho e muita nostalgia os tempos que viveu na faculdade, os amigos que tinha, o modo de vida que promíscuo que adoptava e o grande amor da sua vida: Naoko. Ao longo da obra são-nos dados a conhecer o Japão que conhecemos, desde o nacionalismo, revoluções nas universidades (creio que aconteceram mesmo) - que não resultaram em nada e cujos resultados das mesmas foram o regresso à extremamente bem organizada vida - e uma “estranha” admiração do autor pela literatura e música do ocidente. A verdade é que as personagens lêem constantemente livros de autores europeus e norte-americanos (Thomas Mann, John Updike, Hermann Hesse, Joseph Conrad, Fitzgerald…) do mesmo modo que consomem música clássica e a pop dos Beatles, que como se sabe têm uma canção com o mesmo nome deste livro. Watanabe e os seus amigos divertem-se a beber em excesso, a tocar guitarra e cantarolar canções dos Beatles e de outras bandas do género da época – lembremo-nos que decorria a guerra do Vietname -, enquanto o resto da sociedade japonesa vive como a conhecemos: pontual, rigorosa e extremamente metódica.

De facto, esta atracção do autor pelo ocidente tem-lhe causado variadíssimas críticas por parte da crítica japonesa de há muitos anos para cá… Mas a verdade é que o Ocidente, especialmente a literatura britânica e norte-americana, sempre esteve bem servida em termos de criativos e, portanto, não me estranha nada que este mesmo escritor tenha outro livro intitulado Kafka à Beira-mar. Não obstante as referências ocidentais, esta obra está repleta de referências ao dia-a-dia japonês da década de 60 e 70, de pormenores deliciosos e surpreendentes diálogos por parte de personagens diferentes mas igualmente interessantes (sem esquecer a sumptuosa forma como as montanhas e as cidades são descritas, especialmente no inverno). Não perca mais tempo a ler as minhas palavras: descubra a beleza melancólica de Norwegian Wood Hpor si mesmo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Poemas... de poetas portugueses...

Florbela Espanca

Languidez

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sementes no gelo - André Vianco

Afinal, o que acontece com a alma dos embriões congelados?
Você já pensou nisso antes?
Vianco pensou e registrou em uma maravilhosa obra de leitura rápida, envolvente e hipnótica.



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Livros que acompanham a minha vida!


Caros (não que isso signifique ou faça algum tipo de diferença para vocês...lol),
Como podem constatar, tenho-me ultimamente baldado aqui nas postagens; mas o motivo é surpreendentemente fantástico!
É que descobri na minha prateleira dos livros não lidos, um magnifico romance/thriller histórico que não me deixa tempo para mais nada, por se ter tornado tão compulsiva a sua leitura, para mim!
É um daqueles livros, em que todos os momentos livres que dispomos são canalizados, obrigatoriamente, para o seu terminus!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Estado de Pânico

Título: “Estado de Pânico”
Autor: Michael Crichton
Editora: Dom Quixote

Sinopse:
Em Paris, um investigador aparece morto depois de levar uma belíssima visitante ao laboratório.
Na Malásia, um negociante misterioso compra tecnologia sofisticada e mortífera, feita segundo as suas especificações.
Em Vancouver, um pequeno submarino é alugado para explorar as águas da Nova Guiné.
E em Tóquio, um agente secreto tenta perceber o que quer dizer tudo isto.
É assim que começa esta história alucinante de Michael Crichton. Perito em misturar factos científicos e suspense, o autor escreve aquilo que podemos descrever como eco-thriller, mostrando-nos o futuro próximo pode muito bem ser dominado por eco-terroristas que nos assustam com um grande não-problema: o aquecimento global. E que a espécie verdadeiramente ameaçada de extinção pode muito bem ser a espécie humana. Uma história alucinante do escritor mais lido no mundo.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Livros que acompanham a minha vida!

Carlos Ruiz Zafón é um dos autores, da actualidade, mais lido e reconhecido em todo o mundo!

Quando comprei este livro, "A Sombra do Vento" (na sua 1ª edição), vaticinei-lhe sucesso imediato! A trama em que o autor envolve as suas personagens, o cenário onde as coloca, e a valorosa adjectivação das suas palavras, fascinou-me ( a mim, e pelos vistos a outros milhões de leitores) de tal ordem, que este se transformou num fenómeno mundial!
Mesmo aqueles que não são dados a estas coisas da literatura, aconselho a dar um salto ao site do autor! É que sempre podem apreciar a fabulosa banda sonora que acompanha este livro, e/ou podem participar no jogo, especialmente criado para ajudar Daniel Sampere (personagem central) a encontrar/esconder, não os livros de Julian Carax mas, os cinco últimos exemplares da Sombra do Vento, para evitar que possam ser queimados!
Nota Importante: A saga, não do livro mas das personagens secundárias da Sombra do Vento, tem continuação num outro belíssimo livro deste autor: "O Jogo do Anjo"!