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quinta-feira, 2 de junho de 2011

The Sea and Cake «The Moonlight Butterfly»


The Sea and Cake são um quarteto norte-americano formado no início dos anos 90 que mais tem contribuído para a evolução da música independente nos últimos tempos. Misturam, com competência, influências musicais vincadamente distintas que vão desde a psicadélica, o rock progressivo, a electronica, o jazz/bossa nova e, claro, o indie rock.
(...)

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sábado, 21 de maio de 2011

«Monsters - Zona Interdita»


Há 6 anos atrás a NASA enviou uma sonda para o espaço para recolher amostras de possível vida alienígena. Ao regressar a sonda despenhou-se na América Central, e pouco tempo depois uma nova forma de vida apareceu no México, colocando metade do México com zona de quarentena na tentativa de conter as criaturas. Formas alienígenas invadiram e tomaram conta de uma certa parte da Terra. Algo semelhante a Cloverfield e Distrito 9.
(...) 

Contrariamente à carnificina gratuita, exploração do habitat e possível descoberta e confronto com o líder alienígena ou grandes “close-ups” das criaturas que o espectador estará à espera de encontrar num filme com um título sobre monstros, Monsters – Zona Interdita não se insere em nenhum desses parâmetros.

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sábado, 14 de maio de 2011

Sunn O))) «Monoliths & Dimensions»


(...)
O disco, numa analogia cinematográfica, varia entre o cine noir de Hitchcock e Crepúsculo dos Deuses, o suspense neorótico de Shining, a simbologia de O Sétimo Selo de Ingmar Bergman, a insanidade de Martin Sheen a subir o rio para confrontar Marlon Brando em Apocalypse Now e a luz e beleza da sonoridade de 2001: Odisseia no Espaço.

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Com saudades do ‘Personal Jesus’...

Fazendo-se transportar, desde sempre, por vários universos musicais, os Depeche Mode apareceram em 2009 querer provar, através da espuma quantica, que o seu futuro somente se perpetuaria,  se retornassem mais uma vez àquilo que fizeram no passado.




Tenho saudades do tempo deste 'Personal Jesus'....

... e não desta nova versão!

domingo, 1 de maio de 2011

«O Wrestler»

 
Apesar de ter tido um grande desempenho e algum destaque em Sin City - Cidade do Pecado, em 2005, creio que todos davam Mickey Rourke como morto para o cinema, condenado a desempenhar papéis pequenos e secundários para o resto da sua carreira. Eu próprio pensava isso, tendo especial atenção ao facto de que a Rourke não lhe estavam a ser atribuídos papéis principais em bons filmes, e também pelo facto de que tinha participado no pindérico Duplo Team, com Jean-Claude van Damme e Dennis Rodman.
(...)
O Wrestler explora os aspectos da solidão e desespero humano e tudo aquilo que conseguimos eventualmente encontrar dentro de nós para dar a volta a essa fatalidade. A cena final é das mais emotivas e mais belas a que tive a oportunidade de assistir num filme que já revi mais que uma vez e que hei-de continuar a fazê-lo. Obrigado, Mickey Rourke.  

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Bem, decidi postar aqui um dos melhores filmes que vi recentemente com Jim Carrey na pele de um personagem não muito típico dele, mas que surpreende muito pela positiva com o seu excelente desempenho! Um filme que aborda um pouco os mistérios da mente...
Aconselho vivamente! 10 pontos em 10 possíveis na minha escala :p
Deixo-vos com um trailer feito por um fã..


Aproveito e deixo também a música que passou no trailer, "Strip My Mind" da banda que toda a gente já conhece certamente :D


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Stone Temple Pilots «Stone Temple Pilots»


O colectivo californiano liderado por Scott Weiland teve os seus momentos mais altos da carreira quando tocava (ou pelo menos era associado) ao fugaz movimento grunge (...). (...) O impacto que Core teve no mercado discográfico foi enorme, (oito vezes disco platina).Este disco, supostamente, assinalaria o regresso em grande daquela banda que dominou durante uma década os tops e, pelo que a própria banda professava, o registo seria um rock ‘n’ roll pesado “à la” Core. Trocando por miúdos, era a parte dois do seu “debut”.

Se a ideia era gravar um álbum ao nível de Core, a banda falhou estrondosamente; se a ideia era regressar em grande, o mesmo raciocínio se aplica; se a banda queria vender e criar um disco com melodias country e blues alegres e calmas, então aí Scott Weiland, Eric Ketz e os irmãos de Leo passam no exame com nota positiva. Há aqui demasiado “sol” e pouca “tempestade”, o que é pena.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Paul Auster «The Brooklyn Follies»

(...) Nathan Glass é um homem solitário, de cinquenta e nove anos, divorciado e que passou a vida inteira trabalhar no ramos dos seguros, uma das actividades mais lucrativas que existem nos Estados Unidos. Nathan regressa agora às suas origens em Brooklyn, doente com um cancro nos pulmões e com o objectivo de encontrar um fim tranquilo para a sua triste e miserável vida. Contudo, Nathan não tenciona suicidar-se e vai escrevendo muitas das loucuras e acontecimentos da sua vida no seu The Book of Human Follies. (...) Um livro com bastantes referências à liberdade social e intelectual norte-americana, cuja escrita é rápida e que dá uma vontade enorme de ler, ler e não mais parar até que a última página chegue.

Leia a crítica na íntegra aqui.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Há algum tempo atrás...




Apesar de ser um estilo musical que não costumo ouvir, decidi ir assistir para sentir vibrações diferentes... e que vibrações... foi um espetáculo muito agradável e cheio de boa energia...

Desde os clássicos como "oh happy day", até clássicos do jazz e mesmo da pop... tudo com apontamentos gospel fabulosos... Uma atmosfera maravilhosa...

sábado, 19 de fevereiro de 2011


Em 1976 Greg Ginn formou os Black Flag – referência à bandeira da anarquia – e, após várias trocas de membros (...) gravou Damaged, gravado e lançado em 1981 pela SST Records (...). A rebeldia de uma juventude que procura ter o seu espaço e liberdade, mas que no entanto é controlada por uma sociedade e governo opressor, marca a temática ultra sarcástica de Damaged (.) 1981 foi um ano importante onde se verificam registos assinaláveis dos Dead Kennedys (In God We Trust, Inc), Minor Threat (os dois EPs Minor Threat e In My Eyes), ou D.O.A. (Hardcore ’81). Não obstante isto, Damaged é memorável, cómico e obrigatório na discografia de todo o amante de rock.

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Radiohead «OK Computer»


"OK Computer é (...) um dos discos mais importantes da década de noventa e um registo musical demasiado importante para que seja ignorado ou ouvido menos que umas boas cem vezes. Cada audição revela novos pormenores, novas formas de se sentir o álbum com a mesma intensidade com que as mentes constituintes da banda o escreveram. Os cinquenta e três minutos de OK Computer oferecem uma viagem invulgar ao enigmático e peculiar mundo da música como arte."

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

António Lobo Antunes «Conhecimento do Inferno»



"António Lobo Antunes embarca numa viagem solitária de automóvel desde o Algarve até Lisboa, no espaço de um dia, recordando através de bastantes analepses os momentos duros que passou na Guerra Colonial de Angola como tenente médico do exército português e todas as atrocidades típicas de uma guerra sangrenta a que assistiu, desde amputações, partos e outros vários tipos de cirurgias que lhe deixaram claras marcas até hoje. A forma como a psiquiatria em Portugal e particularmente no Hospital Miguel Bombarda funcionava na época em que regressa de África, onde iniciou a carreira de psiquiatra, é o segundo ponto de foco da obra".

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Deftones «Diamond Eyes» (2010)



Por vezes questiono-me por que motivo há bandas que teimam em fazer algo que se situa entre bons a excelentes álbuns e, pior ainda, por que razão não têm um único álbum mau na discografia. Os Deftones são um desses raros casos: o tempo passa (vinte anos), os álbuns saem (seis), o meu dinheiro fica nas lojas, as músicas ficam no ouvido e fico sempre feliz sempre que ponho o disco a tocar. Não há direito.

O tempo pode voar, fazer asa-delta ou o que bem que lhe apeteça, mas o facto é que desde o lançamento da obra-prima da banda, White Pony, este é o disco que mais me cativa e que mais tempo de escuta leva (atendendo à sua ainda existência) - sem qualquer desprimor para Deftones ou Saturday Night Wrist – e que a pouco e pouco me vai recuperando as memórias da adolescência, da acne, e dos tempos em que perdia tempo a ver videoclipes dos singles da obra-prima. Diamond Eyes é o primeiro registo da banda sem o carismático baixista Chi Cheng, vítima de acidente de viação em 2008, substituído por Sergio Vega da banda de post-hardcore Quicksand e tal como acontece em todo o material de Deftones, requer várias audições para que a essência seja bem recebida e compreendida. Diamond Eyes é um disco bastante eclético, suave e carregado de emoção (Sextape), a espaços directo (CMND/CTRL) e no geral apaixonante (Beauty School). Um exemplo de que na simplicidade está o ganho é a faixa de abertura, com o mesmo título do álbum: apesar de seguir a estrutura típica de uma canção pop (verso/refrão, verso/refrão, verso/refrão) e de entrar facilmente no ouvido, é um faixa excepcional e de uma beleza e letra que transcende.

As letras em muitas bandas acabam por passar despercebidas e por vezes algo irrelevantes, ao passo do processo criativo escrito e visual dos Deftones que neste disco recuperam bastante o imaginário e a temática de White Pony, focando-se na paixão, erotismo, positivismo e fantasia, não descurando também um pouco da agressividade da vida. A produção a cargo de Nick Raskulinecz (que já trabalhou com bandas como Foo Fighters ou Alice In Chains) está no mesmo patamar da que Terry Date efectuou no “pequeno pónei”. Um disco que mal termina, dá vontade de fechar os olhos e ouvir novamente.


8.5/10

Publicado originalmente em: http://contraculturaaplicada.blogspot.com/2011/01/deftones-diamond-eyes-2010.html

sábado, 13 de novembro de 2010

Made in Portugal

Os Balla, banda portuguesa de pop electrónico alternativo, estão de regresso com o seu novo álbum «Equilíbrio».
O single promocional «Montra», deste albúm editado no passado dia 10 de Novembro, contém um sample de «Rapaz Caleidoscópio», dos UHF, que vale a pena ouvir....

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

RESPEITO


sábado, 25 de setembro de 2010

A minha critica de fim de semana é esta!... e a tua, qual é?

Com o título homónimo, acaba de chegar ao mercado discográfico o primeiro álbum da banda "Caruma"!

O grupo liderado pelo ex-silence 4, Rui Costa, à primeira vista (ou audição) remeteu-me para um mundo "Virgem Suta" ou dos "Deolinda", ou seja, para o mundo da boémia!
Mas, quando ouvi com mais atenção, uma segunda e terceira vez as suas canções, a ideia com que fiquei foi que os "Caruma" são muito mais que isso! Poderão vir ser, quanto a mim, os responsáveis pelo reaparecimento de uma nova vaga de musica de intervenção, há muito adormecida!
Possuindo um elevado cariz politico e (anti)social, as suas letras traduzem já uma maturidade que vai muito para além da galhofa! Os "Caruma", que representam a geração desconsolada à espera de uma alternativa, poderão vir a ser a nova imagem da resistência politica em Portugal! A ver vamos...
Gostei Muito!

A minha Nota Final: 6 (escala de 0 a 10)