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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Para desfrutar!

Mais um que pode estar gordo, feio ou mesmo mau! Mas mesmo assim, este, permanecerá eternamente na minha memória musical!

Chama-se Black Francis, e é um fulano que, juntamente com a sua banda, se poderá orgulhar de ter dado voz a muitas canções que ficarão para a posteridade. Canções essas, minhas eternas companheiras, que nunca me abandonaram, nas minhas longas noites de boémia, por esse país fora (e podem ter a certeza que foram muitas! muitas! muitas...)

Assim, e sem mais demoras, hoje deixo-vos aqui ficar o maior clássico desta magnifica banda, de seu nome The PIXIES...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Quando o Cover é melhor que o original...

Como o que vou dizer a seguir, para fundamentar este argumento, pode ferir a susceptibilidade de alguém, peço já imensas desculpas!

Assim, e mudando um pouco de registo (musical), eu sou daqueles que não concordo nada que o original é sempre melhor que o cover (salvo muitas excepções...lol).
Muitos são os casos em que, não retirando o merecido mérito de quem escreveu ou compôs a música, o seu autor cantante fica a léguas na interpretação, daquilo que ele escreveu, quando comparado com outras vozes.

Para mim esta sensação acentua-se quando ouço outras interpretações das musicas compostas por Tom Jobim ou Bob Dylan, que são muito melhores na voz dos outros... nestes casos, Águas de Março, cantada pela saudosa Elis Regina....


...ou esta inesquecivel  versão (1986) do Knockin on Heaven's Door, brilhantemente interpretada pelo Bono Vox, dos U2!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Creep...

"Creep", será para os Radiohead um dos seus maiores sucessos, e para mim, uma das minhas musicas preferidas, de sempre!

Os Radiohead lançaram a musica "Creep", o seu single de estreia, em 1992, que mais tarde aparece no seu primeiro álbum, Pablo Honey (de 1993).


(Apesar de confessar que ainda não tenho a certeza se gosto?) Hoje, e por falar em Cover´s, encontrei esta versão do Creep, que aqui vos deixo, pelo valor da sua originalidade...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A minha eterna Cura...

É verdade que está velho! É verdade que pode estar gordo! É verdade uma série de coisas... mas o que nunca deixará de ser verdade é que todas as memórias da minha adolescencia (boas ou más) terão sempre como banda sonora as músicas dos The Cure...

Para dissipar todas as dúvidas do post anterior, da nossa querida Tânia, deixo aqui uma recente e ainda magnifica interpretação, do Boys don´t cry, cantado no original pelo seu mitico vocalista Robert Smith!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Boys don´t cry...

Bem, descobri esta música por acaso... O original conhecia vagamente, na verdade nem sabia a quem pertencia (desculpem o enorme erro)... A verdade é que foi amor desde os primeiros acordes... Numa pesquisa posterior vi que existem imensas versões, mas esta por ser a primeira que ouvi e pelo contraste da original cativou-me...



Have a nice moment...

Importante não Esquecer! RTP2, aos Domingos, pelas 22.30

Não fosse o caso de estar a passar aos domingos na RTP2, pelas 22.30, e ser para mim, já considerada, a melhor serie televisiva dos últimos tempos, este post não seria feito!



Segundo Arthur Conan Doyle, o criador do detective mais famoso do mundo, Sherlock Holmes viveu em Londres, num apartamento na 221B Baker Street, entre os anos 1881 e 1903, na companhia do seu amigo e colega Dr. Watson.

Antes de ver o trailer que se segue, digo-lhes que existe aqui uma pequena mas importante nuance neste enredo que não acompanhou as outras series anteriormente vistas por mim, sobre estas miticas personagens. Eles, Sherlock e Dr. Watson, vivem todas as suas histórias agora! Durante este século XXI.

Simplesmente Fantástica...



... no presente caso será mais: RTP2, aos Domingos, pelas 22.30!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Deftones «Diamond Eyes» (2010)



Por vezes questiono-me por que motivo há bandas que teimam em fazer algo que se situa entre bons a excelentes álbuns e, pior ainda, por que razão não têm um único álbum mau na discografia. Os Deftones são um desses raros casos: o tempo passa (vinte anos), os álbuns saem (seis), o meu dinheiro fica nas lojas, as músicas ficam no ouvido e fico sempre feliz sempre que ponho o disco a tocar. Não há direito.

O tempo pode voar, fazer asa-delta ou o que bem que lhe apeteça, mas o facto é que desde o lançamento da obra-prima da banda, White Pony, este é o disco que mais me cativa e que mais tempo de escuta leva (atendendo à sua ainda existência) - sem qualquer desprimor para Deftones ou Saturday Night Wrist – e que a pouco e pouco me vai recuperando as memórias da adolescência, da acne, e dos tempos em que perdia tempo a ver videoclipes dos singles da obra-prima. Diamond Eyes é o primeiro registo da banda sem o carismático baixista Chi Cheng, vítima de acidente de viação em 2008, substituído por Sergio Vega da banda de post-hardcore Quicksand e tal como acontece em todo o material de Deftones, requer várias audições para que a essência seja bem recebida e compreendida. Diamond Eyes é um disco bastante eclético, suave e carregado de emoção (Sextape), a espaços directo (CMND/CTRL) e no geral apaixonante (Beauty School). Um exemplo de que na simplicidade está o ganho é a faixa de abertura, com o mesmo título do álbum: apesar de seguir a estrutura típica de uma canção pop (verso/refrão, verso/refrão, verso/refrão) e de entrar facilmente no ouvido, é um faixa excepcional e de uma beleza e letra que transcende.

As letras em muitas bandas acabam por passar despercebidas e por vezes algo irrelevantes, ao passo do processo criativo escrito e visual dos Deftones que neste disco recuperam bastante o imaginário e a temática de White Pony, focando-se na paixão, erotismo, positivismo e fantasia, não descurando também um pouco da agressividade da vida. A produção a cargo de Nick Raskulinecz (que já trabalhou com bandas como Foo Fighters ou Alice In Chains) está no mesmo patamar da que Terry Date efectuou no “pequeno pónei”. Um disco que mal termina, dá vontade de fechar os olhos e ouvir novamente.


8.5/10

Publicado originalmente em: http://contraculturaaplicada.blogspot.com/2011/01/deftones-diamond-eyes-2010.html

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Joao Pedro Pais-Ninguém é de ninguém(original)

Adoro João Pedro Pais, nas suas melodias simples e com muito significado...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Os artistas devem arriscar! E por isso, o grupo não hesitou"!

19 anos depois, os Ban, uma das banda de referencia da minha adolescencia, lançaram um novo álbum!
João Loureiro, o seu eterno vocalista, diz que, para além de ser um albúm "moderno", "actual" e "muito bom"; com este novo trabalho, "Dansity", o grupo conseguiu reinventar "o seu som para os tempos modernos sem se preocupar com o que achariam os fãs ou o mercado". Ler tudo aqui

No entanto eu (como seu fã!) acredito que, por mais experiência que possam ter adquirido, superar aquilo que eles já fizeram, com o album "O mundo de Aventuras" (a sua obra prima!), é quase impossivel!
Em termos de criatividade, mesmo que "Surrealizem" ou que venham a ter novos e "Magníficos Dias Atlânticos", nunca mais conseguirão igualar-se ao passado, na sua autenticidade!!!


Assim sendo, deixo-vos aqui em sua homenagem (porque não encontrei nenhum vídeo-clip antigo com qualidade) este famoso tema dos Ban, "Irreal Social", interpretado brilhantemente neste cover pelos Seda....

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Melhor albúm (português) de 2010

Há bandas assim! Bandas que, desconhecidas do grande público, possuem uma carreira tão invejável que o o seu reconhecimento e importância faz com que estejam quase sempre presentes nas listas dos melhores álbuns de sempre, dos seus países!

Pop Dell'arte, banda do mítico João Peste, que para celebrar os seus 25 anos de existência editou Junho de 2010 o seu quarto albúm de originais "Contra Mundum", é exemplo desses!



E para si? Qual foi a (sua) melhor banda de 2010?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Uz-wikiliqueszzzzzzzz! Vale a pena ouvir as palavras deste sábio!

"O rapaz foi preso e eu não estou a ver nenhum protesto contra a liberdade de expressão!", foi com estas palavras que Lula da Silva criticou, e bem!, aquilo que todos nós deveríamos criticar juntos!
Não é por não saber dizer Wikileaks que a suas palavras são menos SÁBIAS!
Que fique na nossa consciência o seguinte: "o rapaz colocou apenas aquilo que ele leu! e se ele leu é por que alguém escreveu, e o culpado não é quem divulgou, mas o culpado, é quem escreveu!"

sábado, 27 de novembro de 2010

Isto é a mais pura das verdades! Tudo aquilo que ultrapassa a perfeição é enfadonho!

Ao ler esta noticia no Blitz, compreendi facilmente a razão pela qual os bilhetes, dos concertos desta banda Inglesa em Portugal, já tinham esgotados.

Com uma discografia de meter inveja a qualquer banda deste mundo, os James, do mítico Tim Booth, que se apresentam nesta tourné com o seu mais recente "The Morning After", é qualquer coisa de imperdivel!

O mais impressionante, para além dos seus inúmeros temas de sucesso (ex: Laid, Say something, Sometimes, Gettiting away whit it, Born to frustrtion, Sit Down, ou muitos e muitos outros) que facilmente conseguiríamos trautear (nem que fosse no chuveiro), é ver como Tim Booth e a sua banda, sem grandes artefactos e sem produções megalómanas conseguem, com a sua simplicidade, cativar o publico.
Tim Booth, um dia disse qualquer coisa deste género: - a imperfeição dos seus temas, cantada em concerto, é a coisa que mais agrada aos seus fãs.
James, durante os seus concertos, e através dos enganos (programados) e improvisos (ensaiados) que o seu vocalista Tim Booth faz questão em levar à cena, demonstram um claro desprezo pelo vedetismo! Quem tem o privilégio de os ver e ouvir (como eu já tive), para além de ficar totalmente preenchido e considerar bem empregue o dinheiro do bilhete, entende a mensagem que eles querem passar: Endeusar os ícones da música não faz qualquer sentido!
Para que possam comprovar o que eu digo, deixo aqui no Conclave os improvisos e os enganos... desta magnifica banda!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

António Lobo Antunes «Sôbolos Rios Que Vão»


Sôbolos Rios Que Vão é um poema de Luís Vaz de Camões e o último romance de António Lobo Antunes. Se na anterior obra, intitulada Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar?, António Lobo Antunes tentou criar uma obra “perfeita” (nas palavras do autor) ou “O livro”, este novo romance não entra por esse caminho e oferece ao leitor uma viagem autobiográfica – ao contrário de mais um livro de crónicas que o autor tinha prometido nos finais de 2009, se não me falha a memória.

A temática gira à volta da grave doença que atingiu o autor entre o final de Março e o início de Abril de 2007 e de tudo aquilo que ele sentiu, chorou, sonhou e reviveu enquanto esteve hospitalizado. Sem margem para grandes dúvidas, este mergulho no rio que lá foi é a obra mais intimista, íntima e humilde escrita até à data; nos anteriores romances, o recurso a aspectos pessoais e sociais que Lobo Antunes experienciou era bem patente: o amor pelo avô, a casa em Nelas, as tias salazaristas, o pai que o obrigou a ir estudar Medicina, a adolescência vivida em Benfica, Lisboa, o horror da guerra colonial onde ele foi forçosamente enviado como médico, a riqueza da sua família, o anti-fascismo e outros temas abordados são transportados para um patamar mais intimista – como referido atrás – numa espécie de confissão do silêncio, da humilhação, da saudade e do valor dado à vida. Lobo Antunes está consigo da primeira à última página: desabafa a doença nos intestinos (os “ouriços”, como ele se refere à doença) na primeira e na terceira pessoa, insistentes diálogos directos, mistura de narrativas e personagens – a que ele já nos habituou –, sentimento de náusea e tristeza contrastados com os húmidos olhos que “Antoninho” e “Antunes” choram no seu ombro.

Os livros de António Lobo Antunes não são destinados a todos os leitores – ou pelo menos, nem todos vão gostar ou compreendê-los – e este em especial deve ser lido apenas por aqueles que já conhecem as suas obras e que sabem um pouco da sua vida. Abro-me aqui perante você, estimado leitor, e partilho consigo a felicidade e a desolação do meu encontro, há uns anos, com um lobo solitário e da forma como vê-lo com a audição parcialmente diminuída e o cansaço evidente nos seus movimentos e olhos me deixou com um amargo sorriso. Mas isso não interessa para nada: leia este diário.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A evolução dos tempos...

Nos idos e saudosos anos 90´s, quando os Oasis estavam em alta, eu escolhi ser fã dos Blur! Não, para ser do contra, mas porque efectivamente a sua sonoridade, inconstante, e a rebeldia com estes betinhos se apresentaram ao publico, me fascinou desde o primeiro minuto!

Damon Albarn, ex-vocalista dos Blur e actual mentor da maior banda animada deste planeta, anunciou que o quarteto pode vir a ressuscitar já em Janeiro de 2011 «para fazer algo pequeno»!

Enquanto isso não acontece, Damon Albarn, garante que continua concentrado no seu outro projecto musical, de seu nome, Gorillaz:

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Converge, meu amor


Jacob Bannon - Gritos, poesia & pintura
Kurt Ballou - 6 cordas
Nate Newton - 4 cordas
Ben Koller - Baquetas

Os Converge formaram-se em 1990 mas só em 1991 é que começaram a compor e a gravar material (demos) que viria a ver a luz do dia versão longa-duração com "Caring & Killing" (1994), com uma sonoridade vincadamente post-hardcore. O primeiro disco verdadeiramente "debut" é "Petitioning the Empty Sky" (1997): claramente mais agressivo e com notórias influências de thrash metal e algum crossover do início dos anos 80. "The Saddest Day" é a música mais conhecida do disco e um dos temas que mais ovação recebe ao vivo.

"When Forever Comes Crashing" (1998) segue as mesmas pisadas do anterior, apesar de tecnicamente se notar um "boost" interessante, com toques do movimento proto-hardcore técnico liderado por uns Starkweather (vistos ainda hoje como uma referência máxima do movimento mathcore). Daqui saíram bons temas como "When forever comes crashing", "The High Cost of Playing God", "Year of the Swine" ou "Love as Arson". Em 2001 sai aquilo a que eu e muito boa gente define como uma das obras primas da boa música: "Jane Doe". A costela grindcore e noisecore tecnicista revela-se em todo o seu esplendor neste disco de doze faixas, sem esquecer as suas próprias raízes do hardcore cru dos anos 80 de uns, digamos Black Flag, e os riffs da Bay Area ("Homewrecker", "The Broken Vow"). O disco termina em alta com a asfixiante, épica e melódica faixa "Jane Doe". Deste disco não só resulta um dos paradigmas daquilo que já se falava mas que ninguém queria assumir: o mathcore. Tempos complexos e dissonâncias rítmicas que fazem lembrar uma sonoridade mecânica. Mas "mecânica" acaba, de certa forma, por ir contra o som dos Converge, pois se há coisa que a banda ainda mantém desde 1991 é a sua homogeneidade na composição orgânica. Segundo Jacob, a mulher que aparece na capa (e que se tornou no símbolo da banda) não é baseada em nenhuma modelo mas sim fruto de mais um dos seus milhares de desenhos resultantes de experiências e relações sociais e amorosas - aspectos que marcam ainda hoje as letras da banda.

"You Fail Me" e "No Heroes" - 2004 e 2006, respectivamente - foram os discos que se seguiram. Menos caótico que o anterior de 2001, "You Fail Me" tem verdadeiros poemas de amor... Ainda hoje me arrepio quando oiço "Last Light". A "gritaria" de Jacob é intercalada com voz limpa e mesmo instrumentais semi-acústicos ("In her shadow", "Hanging Moon"). "No Heroes" é, de longe, o disco mais pesado da história da banda: produção crua à la noisecore, músicas curtas, tecnicismo, psicadelismo de "Plagues" e mais um marco na história da boa música: "Grim Heart/Black Rose". "O poema" do disco, arrisco. 9 minutos e meio (para contrapor com as restantes curtinhas) de sentimento, amor, sufoco, voz limpa, gritos e um clímax arrepiante - emocionalmente... emocional.

"Axe to Fall" (2009) uma vez mais surpreende ao alargar os horizontes e experimentar novos caminhos. O álbum conta com a participação de membros de Genghis Tron (Hamilton Jordan e Mookie Singerman), Cave In (Steve Brodsky, John-Robert Connors e Adam McGrath), Disfear (Uffe Cederlund), Blacklisted (George Hirsch), The Red Chord (Brad Fickeisen), Himsa (John Pettibone), Neurosis (um tal Steve Von Till) e também Sean Martin, que recentemente abandonou os Hatebreed.

De salientar que no meio da discografia da banda foram lançados EPs e split cds com bandas como Agoraphobic Nosebleed, Dive, Daltonic, Opposition, Coalesce, Brutal Truth, ou Hellchild. "The Long Road Home" de 2003 é um DVD que a banda lançou com uma qualidade de imagem e som que eu, francamente, recomendo apenas a die hard fans.

Vegetarianos/vegan, fans de Black Flag, Coalesce, Godflesh, Entombed, Slayer, Starkweather, Born Against, Black Flag, Agoraphobic Nosebleed e etecéteras, os Converge designam-se simplesmente como uma banda de "Punk Rock".

Eu defino-os como "amor".

Podem seguir o culto em: http://www.convergecult.com/ e http://www.myspace.com/converge







sábado, 13 de novembro de 2010

"Girls (irmã, primas, namoradas e colegas de escola) on film"...

No meu tempo de liceu, a minha irmã, as minhas primas, namoradas e quase todas as outras colegas de escola, quando ouviam o nome "Simon Le Bon", enrubesciam, ficavam sem oxigénio e sem fala! Depois, entravam numa gritaria tal que quase que lhes dava um "xelique"!

Para terem uma ideia daquilo que vos falo; tudo o que fosse parede, portas, ou tecto do quarto, levava com um poster ou calendário deste gajo! Entrar em alguns quartos destas meninas, significava ter este "Sexy (symbol) boy" a olhar para nós (ou seja, mais para elas!) o tempo todo!

Assim, e para elas, agora todas quarentonas, deixo aqui a noticia mais brilhante deste século, XXI:

O novo álbum "All You Need Is Now" da mítica banda dos anos 80´s chamada "Duran Duran", chegará às lojas em Fevereiro 2010. No entanto, e para compensar as fãs, o grupo disponibiliza o álbum, na integra e exclusivo, já a partir de 21 de Dezembro, no iTunes.

Prometendo um regresso em grande, o teclista da banda, Nick Rhodes, disse que este é o melhor álbum deles, editado nas ultimas duas décadas.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Dia de todos os Santos"

O dia 1 de Novembro pode ser abordado de várias formas mediante o "olho" que o observa.
Eu em particular admiro sobretudo "excessos" de muitas pessoas.
Os excessos cometidos pela vaidade das roupas que vestem. Isto porque até há quem compre brincos um mês de antecedência para condizer bem com a roupa que vai usar.Mas também e sobretudo pelas flores que vão adornar os jazigos.
As pessoas já mais idosas entram numa competição louca em que tudo vale para a vizinha do lado não ter uma qualidade de flores mais bonita, mas ainda há aquelas que podem esticar o cheque e pagar valordios por um simples ramo de flores, ou uma flor apenas. Neste caso falo também das floristas que devem ter dado graças aos céus por terem tirado a barriga de misérias e a crise ainda não se ter sentido nos bolsos de muitos.
No fundo penso que o excesso dos excessos é exagerarem em tudo e se esquecerem do propósito que as deveria levar a um local sagrado como o cemitério.
Este dia tal como tantos outros assinalados sobretudo pela igreja católica, apesar dos tempos que correm, são ainda poucos aqueles que entendem e cumprem o verdadeiro sentido dos factos.
Cada um vive mediante o "excesso" que quer mostrar.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"Punks not dead! " (nunca! mas mesmo nunca!)

J.hey, mais uma vez, com a publicação do seu ultimo post obrigou-me a recordar os saudosos "ramones" da cena musical portuguesa, dos anos 80´s e inicio dos anos 90´s!

Recordar Peste & Sida e Censurados é recordar os anos em que me deixei (à minha maneira) influenciar pelo punk à portuguesa! LOL

Em 2009, com uma nova versão do tema "Sol da Caparica (na minha bicla!)", os Peste & Sida ainda continuavam "a acreditar que o “mainstream” e a fama são efémeros e que é a força das convicções que marca pontos. Esta permissa tem (segundo eles) garantido a coerência da banda ao longo dos tempos..."

Assim, "e para libertar a malta", não podia de deixar aqui postar, também, esta magnifica interpretação punk levada a cabo pelos Censurados numa homenagem ao Zeca Afonso...


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Parece (quase) impossivel...

Agora que J.hey fala do album "Funeral", lembrei-me que no mesmo dia que tive o prazer de conhecer "Arcade Fire", chegou-me também às mãos (ouvidos!) o álbum "Has A Good Home", do grupo (?) “Final Fantasy”!
Confesso que na altura (parecendo, para muitos, impossível hoje!) "Final Fantasy" cativou-me muito mais que Arcade Fire!

Sob o nome de "Final Fantasy", Michael James Owen Pallett , conterrâneo dos Arcade fire, apesar de apresentar uma linguagem muito próxima destes, cativou-me mais, por conseguir demarcar-se, à semelhança de Andrew Bird (já aqui falado por mim), pela sua performance; por ser ele próprio, em exclusivo, o único responsável (compositor, violinista, teclista e vocalista) daquilo que apresenta a quem o deseja ouvir!

Para além de muitas outras, esta música "The CN Tower Belongs To The Dead ", encheu-me por completo, as medidas!

Nota: "Final Fantasy" deu origem a Michael James Owen Pallet ... assim é ele conhecido hoje!

domingo, 17 de outubro de 2010

Beleza Americana

Resolvi partilhar convosco uma crítica ao filme da minha vida.

Um verdadeiro murro na indústria cinematográfica é aquilo que o primeiro filme de Sam Mendes, “Beleza Americana”, representa. Este drama avant-garde é uma verdadeira obra-prima lançada em 1999, vencendo vários Óscares da Academia, calando ao mesmo tempo vários críticos que se estavam cépticos quanto ao valor de Sam Mendes e ao carácter mais europeu/independente que marca esta longa-metragem.

Começando com flashbacks, o filme conta-nos a estória de Lester Burnham (Kevin Spacey), um homem de 42 anos que se encontra no meio de uma “crise de meia-idade”, odiado tanto pela sua esposa Carolyn (Annette Bening), como pela sua filha Jane (Thora Birch), que se sente extremamente sedado e adormecido. A nossa personagem principal conhece os vizinhos Fitts,: Ricky (Wes Bentley), um vendedor de droga que tem de enfrentar e ser como o seu pai, o Coronel Frank Fitts (Chris Cooper), uma pessoa extremamente homofóbica, patriota e que se define por um modo de estar na vida extremamente militar e formal. Ricky é um adolescente estranho, extremamente confiante, que filma obcecadamente Jane (que primeiro o odeia), acabando por se tornarem namorados. Lester tem uma vida miserável, tanto a nível social e conjugal, tendo mesmo uma esposa que o despreza. Carolyn é frígida, insegura e falsa (primeiro está a imagem, só depois vem a felicidade…) acaba por ter um caso amoroso com um dos seus rivais no ramo das imobiliárias: Buddy (Peter Gallagher), destruindo por completo o pouco que ainda restava do seu casamento com Lester. O renascer deste dá-se quando conhece Angela (Mena Suvari), a melhor amiga da sua filha e uma “cheerleader” que aparenta ser promíscua e confiante.
“Beleza Americana” retrata a vida de um homem que em menos de um ano morrerá, e sem que o saiba, renasce e deixa de parte a costela material da sua vida: os luxos, a vida de aparências, o emprego monótono, e a sua relação conflituosa com a sua esposa e filha. Ao apaixonar-se por Angela, Lester apercebe-se de que quer viver apenas de modo humilde, totalmente anti-materialista, e ser feliz. O filme é uma sátira à sociedade capitalista americana do final dos anos 90 do governo de Bill Clinton: uma crítica ao mundo da concorrência desleal das grandes empresas imobiliárias que caracterizou o segundo mandato de Clinton; uma sociedade consumista que se desliga do real e vive no artificial e que deixou de reparar nas coisas belas da vida (um saco de plástico a dançar no vento é o vídeo preferido de Ricky, um jovem aparentemente “chanfrado”, que ao longo do filme se revela frio e enfrenta o pai severo); os casamentos de aparências, uma sociedade que molda os adolescentes de acordo com o sonho americano… uma sociedade que deixou de viver (Carolyn é o melhor exemplo desta questão). A homofobia presente no Coronel Frank Fitts é outro dos pontos importantes do filme. Frank é um pai obcecado pela educação militar, republicana e severa do filho, e um homem triste que vive dentro de uma carapaça que o impede de ser o que ele realmente é: um homossexual. Este tipo de vivência social material e repressiva dos nossos desejos verdadeiros marcou uma era e curiosamente ainda marca a nossa.
Uma viagem aos subúrbios norte-americanos e sequências de histórias de amor aborda temas como solidão, beleza, tristeza ou ódio, sem deixar de lado as relações entre homens velhos e jovens raparigas, o consumo casual de drogas, a homossexualidade no Exército, sexualidade entre adolescentes, a obsessão pela vida dos vizinhos, o amor e ternura existentes entre as mais conflituosas famílias e a já mencionada cena do saco de plástico dançante, fazem com que “Beleza Americana” faça todos aqueles que vivem como Lester questionem se realmente estão mortos ou se ainda vão a tempo de renascer.