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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Diz-me quem eu sou!

"Diz-me quem eu sou!
Nada mais sou que um frame seguido de outro...
Uma recordação de arquivo que, chegada por correio, tomará a obrigação de me recordar um dia, tudo aquilo que um dia fui!" by HPFSF

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Poesia e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém... VIII


Tumulto


Há uma espécie de calma
Neste esperar, assim...
São vestígios de uma alma,
De uma paz algures em mim...

Ouço um sussurrar crescente
De palavras contraditórias,
Um pedaço de uma história
Que se quer e não se sente.

Um barulho, um ruído
De dúvidas sem fim...
Não sei onde acabo ou começo
Não caibo dentro de mim.

Um corpo que corre parado
Empurrado pelo tempo.
Um corpo que grita calado
A fúria que nasce dentro.

Numa ousadia pura
Bebo desta loucura
E caio neste tumulto.
Serei, assim, só mais um vulto.

A.R.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

como hoje estou inspirada... aqui vai um mail que recebi e gostei...

Meu nome é MULHER!


Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, pilar de família
Sou camionista, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção ..
Ao mundo peço licença
Para actuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER !!!




PARA AS MULHERES MARAVILHOSAS e só aos homens inteligentes)

sábado, 30 de outubro de 2010

Poesia e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém... VII


Farto, fraco, falido,
Fatigado, forçado, fodido!*


A.R.


*Desculpem-me o modo burlesco e grosseiro (que pode também ser poesia), mas às vezes fica tão bem uma aliteração a desenhar um estado de espírito! Tenho dito!

domingo, 10 de outubro de 2010

Poesia e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém... VI

Como o pêndulo do relógio,
Mecanicamente baloiço...

Corro... corro... corro sempre!
Que alvoroço! Que bruma!
Corro todos os segundos
Sem nunca ir a parte alguma...

A. R.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Poemas... de poetas portugueses...

Florbela Espanca

Languidez

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...

domingo, 26 de setembro de 2010

Busca


Tenho buscado....
Tão pouco encontrado...
Oh!! paz por onde andas??
Como te encontro?
-Estas aí sua desgraçada?
Sempre a se esconder
A Procura condenada
Incessante
Eterna
E eu procuro
Busco
e...



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Poesia e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém... V

Box of Beliefs

It’s all so quiet and so cold

Even your breath isn’t warm this night…

Even the stars above this old place

Are not so shining and bright.

I can’t feel your hand close to mine

And it’s weird, ‘cause I used to feel it every time.

And tonight, that old lady in the corner

Didn’t wait for us like yesterday…

She turned off the lights sooner

And now I can’t see your face…

And the child who used to play in this garden…

Where did he go?

And the song his mum sings to him…

Why can’t I listen to it?

It’s all so quiet and so cold

I’m just so scared

That I’m not sure if I’m really here…

It’s all so quiet and so cold.

Suddenly I only can remember that sound…

The sound of my tiny box touching the ground…

Please forgive me!

I swear I didn’t know this could happen…

Please give me back your smile

And the brightness of those stars

And I promise you:

I will never let it fall down again!

I will never let the box drop again…

My little box of beliefs…

A.R.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O verdadeiro espirito de Verão é este!

Vigílias...

...Quando aqui não estás
o que nos rodeou põe-se a morrer
a janela que abre para o mar
continua fechada só nos sonhos
me ergo
abro-a
deixo a frescura e a força da manhã
escorrem pelos dedos prisioneiros
da tristeza
acordo
para a cegante claridade das ondas
um rosto desenvolve-se nítido
além
rasando o sal da imensa ausência
uma voz
quero morrer
com uma overdose de beleza
e num sussurro o corpo apaziguado
perscruta esse coração
esse
solitário caçador

Os Amigos...

...No regresso encontrei aqueles
que haviam estendido o sedento corpo
sobre infindáveis areias

tinham os gestos lentos das feras amansadas
e o mar iluminava-lhes as máscaras
esculpidas pelo dedo errante da noite

prendiam sóis nos cabelos entrançados
lentamente
moldavam o rosto lívido como um osso
mas estavam vivos quando lhes toquei
depois
a solidão transformou-os de novo em dor
e nenhum quis pernoitar na respiração
do lume

ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar
a flor que murcha no estremecer da luz
levei-os comigo
até onde o perfume insensato de um poema
os transmudou em remota e resignada ausência

Ao anoitecer...

...e ao anoitecer adquires nome da ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia

Nota final: Os Poemas são do poeta Al Berto, os spot´s publicitários da Nescafé!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Poesia com Galinhas...

"Poesia e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém"! Parafraseando a nossa saudosa dEUSA Ângela, (e há que esclarecer aqui "saudosa", porque ultimamente parece ter-se esquecido de nós...LOL), deixo-vos aqui esta curta metragem de animação sobre o amor de mãe, baseada no fantástico poema "Balada Catalã" de Vicente Balaguet...

Balada Catalana - Portuguese Subtitles from Laen Sanches on Vimeo.