Nada mais sou que um frame seguido de outro...
Uma recordação de arquivo que, chegada por correio, tomará a obrigação de me recordar um dia, tudo aquilo que um dia fui!" by HPFSF
Como o pêndulo do relógio,
Mecanicamente baloiço...
Corro... corro... corro sempre!
Que alvoroço! Que bruma!
Corro todos os segundos
Sem nunca ir a parte alguma...
A. R.
It’s all so quiet and so cold
Even your breath isn’t warm this night…
Even the stars above this old place
Are not so shining and bright.
I can’t feel your hand close to mine
And it’s weird, ‘cause I used to feel it every time.
And tonight, that old lady in the corner
Didn’t wait for us like yesterday…
She turned off the lights sooner
And now I can’t see your face…
And the child who used to play in this garden…
Where did he go?
And the song his mum sings to him…
Why can’t I listen to it?
It’s all so quiet and so cold
I’m just so scared
That I’m not sure if I’m really here…
It’s all so quiet and so cold.
Suddenly I only can remember that sound…
The sound of my tiny box touching the ground…
Please forgive me!
I swear I didn’t know this could happen…
Please give me back your smile
And the brightness of those stars
And I promise you:
I will never let it fall down again!
I will never let the box drop again…
My little box of beliefs…
A.R.
...Quando aqui não estás
o que nos rodeou põe-se a morrer
a janela que abre para o mar
continua fechada só nos sonhos
me ergo
abro-a
deixo a frescura e a força da manhã
escorrem pelos dedos prisioneiros
da tristeza
acordo
para a cegante claridade das ondas
um rosto desenvolve-se nítido
além
rasando o sal da imensa ausência
uma voz
quero morrer
com uma overdose de beleza
e num sussurro o corpo apaziguado
perscruta esse coração
esse
solitário caçador
...No regresso encontrei aqueles
que haviam estendido o sedento corpo
sobre infindáveis areias
tinham os gestos lentos das feras amansadas
e o mar iluminava-lhes as máscaras
esculpidas pelo dedo errante da noite
prendiam sóis nos cabelos entrançados
lentamente
moldavam o rosto lívido como um osso
mas estavam vivos quando lhes toquei
depois
a solidão transformou-os de novo em dor
e nenhum quis pernoitar na respiração
do lume
ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar
a flor que murcha no estremecer da luz
levei-os comigo
até onde o perfume insensato de um poema
os transmudou em remota e resignada ausência
Ao anoitecer...
...e ao anoitecer adquires nome da ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia
Nota final: Os Poemas são do poeta Al Berto, os spot´s publicitários da Nescafé!
Balada Catalana - Portuguese Subtitles from Laen Sanches on Vimeo.
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